20/08/2008, 10:22 : Diretoria
Errr. Não é muito profissional fazê-lo, mas espero que vocês entendam. Vou encerrar este blog.
Já? Sim.
Eu poderia fazer pose, mas vamos aos reais motivos: quando comecei o PP, estava no meio de uma crise tecnológica com um dos meus principais parceiros de trabalho. Então fiquei ansioso e quis criar uma alternativa. Acabei me enrolando mais do que previa.
Depois surgiram algumas propostas de trabalho irrecusáveis, além de tarefas urgentes no templo. Então o PP foi ficando em segundo plano. Além disso, alguns e-mails de leitores me convenceram de que o Magaiver ainda é o melhor espaço para tratar dos assuntos de produtividade pessoal. Então resolvi organizar e simplificar minha presença na web.
Quando meus “ventos” ficam agitados, tenho ímpetos de lançar centenas de projetos. Esqueço que será preciso mantê-los e agendá-los no cotidiano.
Enfim.
Ainda sobra tempo para uma última dica: aprenda a reconhecer padrões de ansiedade e relaxar no meio deles. Às vezes, podem se manifestar como hiperatividade, insegurança ou megalomania (achar que você deve dar conta de milhares de trabalhos ao mesmo tempo).
Vejo vocês no Magaiver, que acabou de fazer um ano de vida. Se o pessoal do iG conseguir migrá-lo para o Wordpress ainda em agosto, vai haver comemoração. E você nem vai sentir falta do Produtividade Pessoal.
Aquele abraço.
PS - O PP fica no ar até o fim de agosto. Depois o conteúdo será republicado no Magaiver.
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14/08/2008, 18:04 : Diretoria
Dias atrás, conversei com o pessoal do podcast do IDG Now. O resultado está aqui.
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07/08/2008, 16:05 : procrastinação
A maior ferramenta de combate à procrastinação é justamente algo muito trivial: o prazo. Para muitos de nós, é tão comum enquadrarmos tarefas dentro de unidades de tempo que, sem um deadline para temer, simplesmente não conseguimos trabalhar. Blog diário, revista mensal, salário semanal, precisamos de uma referência, de um limite.
Ainda assim, a procrastinação surge como uma espécie de luta entre o tempo psicológico estabelecido pelos nossos desejos e o social, marcado pelo relógio. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais.
Assim, deixamos tudo para amanhã, nos entretendo com algo que cause alívio, mesmo que temporário. Ou no mínimo que tenha um efeito “sedativo”, que ajude a esquecer dos problemas. E, é claro, onde há sedativos, há gente querendo ganhar dinheiro.
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06/08/2008, 18:51 : procrastinação
Fora do mundo das letras e das técnicas de controle, como firewalls e cartões de ponto, vários tipos de saídas “alternativas” vêm sendo testadas para combater a procrastinação. E aqui novamente podemos traçar uma linha com dois extremos.
De um lado os escritórios maternais como os do Google, nos quais há videogames, massagem, sala de jogos e um dia da semana livre para desenvolver projetos pessoais - tudo para que você fique feliz e produtivo dentro do espaço de trabalho. De outro, as empresas paternais, que deixam seus funcionários trabalharem em casa ou em qualquer outro lugar, com horários flexíveis. Nesse caso, a filosofia é: seja responsável por si mesmo, saia de casa, use o seu tempo como preferir. Mas não gaste os recursos da empresa para procrastinar.
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06/08/2008, 18:31 : procrastinação

Douglas Adams, do Guia do Michileiro das Galáxias: um dos maiores procrastinadores da literatura.
Desde os anos 80, uma outra indústria explora o nicho da procrastinação: a da auto-ajuda. Um dos livros mais importantes nessa área chama-se The Now Habit (O Hábito do Agora, que as editoras brasileiras estão procrastinando para lançar em português). Nele, o pesquisador Neil Fiore propõe uma visão mais “positiva” para o problema.
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05/08/2008, 18:56 : procrastinação
Segundo estudos desenvolvidos por psicólogos e neurologistas desde os anos 80, a procrastinação é bem diferente da preguiça. Imagine uma linha com dois extremos de produtividade. De um lado o acomodado personagem de Mário de Andrade, Macunaíma, e de outro o hiperativo Leonardo Da Vinci. Seria bem mais fácil encontrar procrastinadores no lado do renascentista. Aliás, ele próprio tinha um considerável portfólio de projetos deixados para depois e é reconhecido como um dos grandes enroladores da história.
Parece estranho que tenha ele tenha criado tantas coisas, em diversas áreas do conhecimento? Nem tanto. Pesquisadores indicam que muitos procrastinadores podem ser na verdade viciados na sensação de “prazo estourando”. Deixam tudo para a última hora porque gostam da adrenalina da urgência, da necessidade de terminar uma tarefa imediatamente, para não sofrer as conseqüências. Como Rocky Balboa, só funcionam no último round.
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05/08/2008, 18:53 : procrastinação
A partir de hoje você vai ler uma série de posts sobre procrastinação. A idéia é entender como ela se tornou ao mesmo tempo um problema de saúde pública e um negócio que movimenta milhões de dólares.
O que pode haver em comum entre Marco Antônio enchendo a cara no Império Romano, dois monges budistas tagarelando e um analista de sistemas fuçando no YouTube durante o expediente? Todos estão enrolando, em vez de fazer o que deve ser feito. Afinal, se dizem que a prostituição é a profissão mais antiga da humanidade, a procrastinação é, provavelmente, uma das técnicas mais ancestrais de evitar o trabalho.
A palavra “procrastinação” vem do latim procrastinare, que é a união do prefixo pro (encaminhar) e castinus (amanhã). Ou seja: significa adiar. O Oxford Dictionary registra que ela teria sido publicada em inglês pela primeira vez por volta de 1548. O Brasil mal havia nascido e o termo já estava disseminado pelo mundo. Imagine a prática.
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04/08/2008, 16:36 : Cérebro e mente, Domando o cotidiano

Durante muitos anos alguns economistas acreditaram que fazer negócios é um processo até certo ponto racional. Ao longo dos anos, a economia de mercado mostrou que não é bem assim. Pelo menos é o que acha Dan Ariely, autor de Previsivelmente Irracional. Boa parte das nossas compras são movidas por lógicas meio tortas, o que ele demonstra no livro, por meio de testes de campo bastantes interessantes, como o seguinte.
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03/08/2008, 19:22 : Domando o cotidiano

“Tu és a maior esquemeira.”
Eu adoro a série de posts de Joel Spolsky sobre os astronautas da arquitetura (no caso, de software, não de prédios). Sempre me lembram que também há os astronautas da produtividade, aqueles que tentam ser espertos com tamanho afinco que acabam não fazendo nada de prático.
Pensar demais sobre produtividade pode ser algo muito improdutivo. Lutar, buscar a melhor técnica, o aparelho mais eficiente, o método mais rápido, tudo isso às vezes pode gerar mais tensão, procrastinação e confusão.
Ah, então melhor não ter sistema, certo? Não é bem assim.
Se você assistiu ao Batman Cavaleiro das Trevas, deve se lembrar de um discurso do Coringa para o promotor Harvey Dent. O vilão faz uma espécie de apologia do caos: “Vocês são os planejadores, cheios de esquemas. Eu sou o caos, só reajo ao que aparece”.
Sei. Basta ver o assalto do começo do filme para perceber o quanto seus movimentos são friamente calculados. Inclusive é isso que permite que ele seja derrotado sempre.
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30/07/2008, 11:29 : Cérebro e mente, Domando o cotidiano

Você se irrita com pessoas ou situações lentas?
Você fica facilmente frustrado com pessoas que não têm prazos a cumprir? Ou que vivem num perpétuo sentimento de frustração por não terem concluído suas tarefas? Pior, gente que inadvertidamente atrapalha sua produtividade? Aparentemente, pessoas “normais” não sentem que precisam usar cada segundo do seu tempo acordado. Nem que, durante esse período, tenham de sentir-se produtivas, seja dedicando-se ao trabalho ou a assuntos de produtividade pessoal. Essas pessoas não consideram a constante corrida contra o tempo que nós, que estamos aprendendo a lidar com a desordem bipolar, estamos incessantemente engajados.
O trecho acima é do blog Convivendo com a Desordem Bipolar, do site Health Talk, especializado em compartilhar informações sobre saúde mental. A blogueira Haley Morrison conta como fica irritada quando delega tarefas e, em vez de facilitar sua vida, ganha mais problemas: gente perguntando constantemente o que fazer. Continue lendo »
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