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Arquivo para ‘Cérebro e mente’


Neuromarketing: como enganar o cérebro e fazer as piores compras

Duh!

Durante muitos anos alguns economistas acreditaram que fazer negócios é um processo até certo ponto racional. Ao longo dos anos, a economia de mercado mostrou que não é bem assim. Pelo menos é o que acha Dan Ariely, autor de Previsivelmente Irracional. Boa parte das nossas compras são movidas por lógicas meio tortas, o que ele demonstra no livro, por meio de testes de campo bastantes interessantes, como o seguinte.
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Produtividade pessoal tem a ver com desordem bipolar?

Você se irrita com pessoas ou situações lentas?

Você se irrita com pessoas ou situações lentas?

Você fica facilmente frustrado com pessoas que não têm prazos a cumprir? Ou que vivem num perpétuo sentimento de frustração por não terem concluído suas tarefas? Pior, gente que inadvertidamente atrapalha sua produtividade? Aparentemente, pessoas “normais” não sentem que precisam usar cada segundo do seu tempo acordado. Nem que, durante esse período, tenham de sentir-se produtivas, seja dedicando-se ao trabalho ou a assuntos de produtividade pessoal. Essas pessoas não consideram a constante corrida contra o tempo que nós, que estamos aprendendo a lidar com a desordem bipolar, estamos incessantemente engajados.

O trecho acima é do blog Convivendo com a Desordem Bipolar, do site Health Talk, especializado em compartilhar informações sobre saúde mental. A blogueira Haley Morrison conta como fica irritada quando delega tarefas e, em vez de facilitar sua vida, ganha mais problemas: gente perguntando constantemente o que fazer. Mais

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Quantas horas precisamos dormir?

Fábio Puentes
O mestre da hipnose Fábio Puentes: “dorme, dorme, dorme”.

A revista Time publicou uma interessante entrevista com Daniel Kriple, co-diretor de pesquisa da Scripps Clinic Sleep Center, nos EUA. Segundo estudos que ele realizou por volta de 2002, dormir muito também pode causar mal à saúde. E você vai se espantar que esse “muito” é bem menos do que estamos acostumados a ouvir.

Estudos mostram que pessoas que dormem de 6 e meia a 7 horas e meia por noite vivem mais tempo. E pessoas que dormem 8 horas ou mais - ou menos que 6 e meia, não vivem tanto. Há tanto risco em dormir muito quanto em dormir pouco. A grande surpresa é que esse muito começa em 8 horas. Dormir 8 e meia pode ser um tanto pior do que dormir 5.

Kriple diz que, na sua pesquisa, era mais comum encontrar pessoas depressivas e obesas entre os grupos que dormiam mais de 8 horas. Assim, para ele, o tempo ideal de sono seria não mais do que 7.

Dormindo no ponto

Esse é um assunto bem controverso. Quase todos aceitamos que 8 horas é o período de sono adequado. Mas meus mais de 4 anos de convivência diária com mestres budistas me diz outra coisa. A maioria dos que conheço não dorme mais de 5 horas por noite. Nossa principal professora, há mais de 20 anos dorme por volta de 4. Eu também, que sou um mero estudante preguiçoso, não costumo dormir mais que 5.

Fico cansado? Sim. Mas geralmente só na quinta-feira. Não me pergunte porquê. Já fiz várias experiências e notei que o cansaço não parece ter nada a ver com falta de sono. Acredito que ele obedeça a certos ciclos emocionais / corporais. E a alguns truques das minhas características psicológicas.

Por exemplo: há certos períodos do mês nos quais fico mais indisposto e acho que tudo é mais difícil. É como se fosse uma TPM. Um simples pedido de trabalho pode interpretado quase como um insulto. Depois de um tempo, as coisas voltam ao normal.

O mais curioso é que me sinto muito mais cansado quando acho que deveria ter dormido mais. Quando me auto-sugestiono, tagarelando para mim mesmo: “essa noite só dormi 4 horas. Amanhã estarei podre”. Funciona, acordo mal mesmo. Cérebros.

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Lançado um Digg só para neuróticos

O diretor de teatro Cacá Rosset.Finalmente um site para Cacá Rosset (foto ao lado) chamar de seu. I am a Neurotic é uma espécie de Digg, só que voltado para um público muito específico, os neuróticos. Quer dizer, pelo teor dos textos publicados até agora, está mais para um espaço para portadores de transtornos obsessivos-compulsivos compartilharem suas experiências. Confira por si mesmo:

Toda vez que toco alguma coisa, digo “dot” na minha cabeça . E então tenho que tocá-la novamente e pensar “apagar”. Acabo tocando tudo duas vezes. Às vezes consigo fazê-lo três vezes e pensar “dot, dot, dot”.

O depoimento seguinte vai por um caminho mais bigbróderco:

Quando eu era criança, achava que era perseguido por um grupo de pessoas com câmeras ocultas. Isso me deixava muito paranóico, em especial quando fazia algo errado, mesmo que estivesse completamente só. Uma vez me escondi debaixo da cama para comer um biscoito que havia afanado. Não tenho a mínima idéia de onde isso vem. Isso desapareceu quando tinha 9 anos.

Atire o primeiro prozac quem não tiver pelo menos uma história dessas para contar, em grau mais fraco ou mais forte. Todos temos pequenas obsessões. É por isso que acredito que ser produtivo tem muito pouco a ver com aprender novas técnicas. Pelo contrario, é um processo de se livrar de obstáculos e de manias.

Por meio de um contínuo processo de cortar minúsculos hábitos que nos escravizam, podemos derrubar todo o “sistema” que nos torna lentos, egoístas, paranóicos, medrosos, iludidos e cheio de apegos. Criamos espaços para respirar no meio das obsessões.

Ou seja: não se trata de melhorar a si mesmo. Nem de pendurar mais uma medalha na farda. Não é o consumismo, em versão desenvolvimento pessoal. Mas a capacidade de criar inúmeras e contínuas liberações no cotidiano.

Enfim, mas se você gosta das suas manias e quer compartilhá-las on-line, pode enviar seu texto em inglês para o I am Neurotic. O problema é que o material passa por uma seleção antes de ser publicado. Não vai ser nada fácil para quem tem problemas de baixa auto-estima. Imagine ser rejeitado por um site de neuróticos.

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Ilusões de ótica

Elefante de muitas pernasArthur Shapiro, professor da Bucknell University, no departamento de psicologia e neurociência, tem uma das profissões mais divertidas que se pode imaginar: enganar o cérebro. Ele cria jogos e animações que produzem ilusões de ótica.

No blog Illusion Sciences, publica parte desse impressionante material. Mesmo sem precisar enfrentar um xamã e tomar Aihuasca, como fez Marcelo Tas, é possível notar como nossa percepção daquilo que chamamos de realidade é frágil. Pequenas alterações nos gráficos fazem com que mudemos completamente de idéia a respeito dos movimentos, cores e formas. É espantoso imaginar que estamos imersos diariamente nessa fragilidade.

Boa parte do que pensamos e fazemos durante o dia tem a ver com fantasmas da percepção, falta de conhecimento amplo das situações e imperfeições de comunicação. Somos como náufragos da entropia, surfistas dos erros.

Um emprego insuportável nada mais é do que seu cérebro produzindo enzimas. Aquilo que lhe dá mais raiva, não passa de um padrão cultural que amanhã pode estar completamente obsoleto. A felicidade que você deseja pode ser uma ilusão que se tornará um pesadelo assim que você conquistá-la. Tudo isso são palavras e conceitos colidindo à nossa frente.

Desde o século 18, somos convencidos de que a felicidade estaria em encontrarmos vocações, aquilo que temos “tesão” em fazer, no qual seríamos “bons”. Mas boa parte da população nunca chega a isso. Ou pior: nunca se convence de ter chegado.

Uma vez que nossa percepção pode ser alterada tão facilmente como nos gráficos de Shapiro ou na química dos xamãs, como podemos levar tão à sério nossos sonhos, ou a ausência de realização deles?

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Vem aí uma sociedade química?

the economist

Drogas como essas são conhecidas como melhoradores cognitivos. Elas trabalham no processo neural por trás de atividades mentais como atenção, percepção, aprendizado, memória, linguagem, planejamento e tomadas de decisão, geralmente alterando o balanceamento químico de neurotransmissores envolvidos nos processos. Esta semana, um comunicado da Academia de Ciências Médicas informou que um grande número de drogas que afetam o cérebro estão por aparecer nas próximas décadas. Sir Gabriel Horn, pesquisador da Universidade de Cambridge que comandou o grupo que elaborou o comunicado, calcula que cientistas estão trabalhando em mais de 600 drogas para desordens neurológicas.

Cognitive enhancement | All on the mind | Economist.com

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