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Seth Godin: comunidades poderosas são para poucos

Seth Godin, autor de livros como A Vaca Roxa, Marketing: Idéia Vírus, entre outros.

Seth Godin, autor de livros como A Vaca Roxa, Marketing: Idéia Vírus, entre outros.

Mais uma do guru do marketing Seth Godin. Ele criou uma comunidade chamada Tribe. Desenvolvida no Ning - aplicativo gratuito on-line que permite fazer e hospedar seu próprio site estilo Orkut -, a rede vai tentar reunir profissionais dedicados a debater e repensar a publicidade.

Mas preste atenção num detalhe: para fazer parte da brincadeira, você precisa se comprometer a comprar o próximo livro do autor, que deve tratar exatamente de comunidades. Seth teria criado uma espécie de adiantamento social de direitos autorais? Segundo ele explica em seu blog, não é nada disso:

Uma das idéias de que venho tratando no livro (que deve ser lançado em Outubro) é a de que as tribos poderosas não são abertas para qualquer um. A exclusividade faz com que funcionem. (…) A idéia não é vender mais livros, é claro, mas criar um pequeno obstáculo para ter apenas as pessoas certas na porta.

Obstáculo inteligente. Se funcionar, ainda vai creditar alguns dólares na conta do autor.

Mais sobre a Tribo de Seth Godin aqui.

Mais livros de Seth Godin.

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Como definir quais são minhas prioridades?

Vilfredo Pareto. 20% de rosto, 80% de barba.

Vilfredo Pareto. 20% de rosto, 80% de barba.

Atualmente, é cada vez mais difícil conseguir definir prioridades. Tendemos a lotar nossas caixas postais de e-mails desnecessários, assinar mais feeds do que podemos ler e gastar dinheiro com serviços que não usamos. O resultado é que nossas vidas às vezes se tornam “obesas”, cheias de rituais que consomem tempo e energia, criando uma sensação de sobrecarga e tédio.

Nessas horas, há quem recomende aplicar a velha Lei de Pareto. Atribui-se ao economista italiano a constatação de que 80% dos resultados das nossas ações viriam de 20% das causas. Isso se aplicaria a muitos fenômenos. Por exemplo: 80% da sua renda viria de apenas 20% dos seus clientes. E por aí vai. A idéia, então, é detectar quais são as coisas que realmente importam e cortar os excessos.

Mas isso não é assim tão simples. Olhe para sua rotina de trabalho. Você consegue identificar rapidamente quais são os 20% que fazem a diferença? Provavelmente não.

Em termos simples, você pode definir prioridades se baseando em contextos: prazos, energia disponível para realizar as tarefas e recursos disponíveis. Exemplo: digamos que você precise fazer uma viagem internacional, mas só tem um jegue: a prioridade é fazer o possível até chegar a um aeroporto. Você não vai poder transportar um sofá de couro francês em cima do animal, certo? Então, já sabe o que descartar.

Mas há um outro nível que não é tão prático e claro: o dos objetivos a longo prazo.
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A morte lenta do Orkut e os problemas de comunicação

O jornalista Alexandre Matias, do Link (O Estado de São Paulo), publicou no seu tradicional blog, Trabalho Sujo, uma interessante reflexão sobre o Orkut e as redes sociais:

(…) O Orkut pode ser importante pra muita gente hoje em dia, mas não mais para mim. Entro duas ou três vezes por semana, basicamente para apagar spams de festas, lojas de informática e pornografia. Virou um navio fantasma, uma avenida engarrafada, um infomercial de seis horas durante a madruga.

Rede social é uma metáfora que não necessariamente tem a ver com a internet. Graças à rede ela ganhou notoriedade como termo, mas, se você prestar atenção, rede social é a rede de relacionamentos que você cria durante a vida. A internet tem um papel crítico ao tornar estas redes mais intensas e firmes, principalmente quando falamos de relacionamentos - profissionais ou pessoais - que extrapolam barreiras geográficas. Mas estes clusters de gente não são necessariamente restritos a alguns sites que se vendem como isso. O MSN é uma rede social (independente da Live, a rede social de facto da Microsoft), a sua lista de contatos no celular é outra, a do Skype mais uma e o fumódromo, o cafezinho, a rádio corredor ou a lanchonete de qualquer empresa também são. Se vamos deixar automatizar estas redes, ossificando relações que funcionam muito mais ao vivo do que online, e se a onda de aceitação das comunidades virtuais - todas têm um auge seguido de uma lenta e vagarosa decadência - é só uma resposta que damos a isso, são questões ainda abertas. Estamos tateando em um novo território - mas pode ser que em menos de dez anos já saibamos essas respostas.

O trecho do Matias me fez pensar no seguinte: durante a história, sempre reinventamos as tecnologias de aproximar gente, do espaço do café até o celular. Mas também criamos novos jeitos de excluir pessoas e idéias do convívio físico e dos sistemas. Isso é um movimento interdependente. Conectar, de alguma forma, significa também segregar, selecionar.

O problema - ou vantagem, depende do ponto de vista - é que alguém sempre escapa dos nossos filtros. Assim, o spam é um forma caricatural de ruído da comunicação. É gerado por máquinas, automático e, até certo ponto, um tanto quanto inofensivo. Causa incômodo, distúrbio, falta de foco, perda de tempo, desvio no sistema. Mas não mortes e guerras, coisa que muita falha de comunicação e diferenças de ideologias ainda causam.

As redes sociais se transformarão em um novo tipo de spam? Para algumas pessoas isso já aconteceu. De qualquer forma, o spam, e as sujeiras no Orkut, nos revelam o bug da linguagem: a sua tendência a criar entropia, confusão. Ou seja: ela vive sempre à beira de criar sua própria autodestruição. Quanto mais aumentamos nossa capacidade de nos comunicar, mais inventamos obstáculos à interação entre pessoas.

É um processo natural. Esse é um dos motivos pelos quais a publicidade vem estudando novos meios de nos fazer prestar atenção em anúncios. Tentam conseguir transformar ruído em informação, o que está cada vez mais difícil, já que estamos muito armados, escaldados de tantos conceitos e idéias, divulgados em ritmo acelerado. Quando os publicitários descobrirem algo que funcione, já estarão, de alguma forma, criando o vírus que vai destruí-lo depois de algum tempo.

Por isso, a atenção vem se tornando um produto cada vez mais caro. Eu não me espantaria se um dia as próprias pessoas comuns passassem a cobrar por ela, em vez de delegarem esse papel aos meios de comunicação. “Quer pagar para que eu veja seu comercial? Não fale com a Globo, converse comigo diretamente, é mais barato e garantido”. Será?

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1, 2, 1, 2… é só um teste

Não se espantem se as coisas mudarem aqui repentinamente. Enquanto a audiência ainda é baixa - e fiel - estou experimentando formatos e possibilidades para este blog. Fiquem à vontade para opinar.

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17 dicas para gerenciar sua equipe evitando a negatividade

Lá vem o Mr. Negatividade, destruidor de ambientes de trabalho.A negatividade pode ser um dos maiores problemas nos ambientes profissionais. É como se você trabalhasse no alto de uma montanha, com ar rarefeito. Tudo parece mais cansativo. As pessoas ficam “pesadas”, reclamam pelas costas, fofocam, segregam-se e prejudicam umas às outras. Embora parte desse fenômeno seja tradicional nos agrupamentos humanos, ainda pode ser combatido.

Essa é a vantagem de trabalhar num ambiente como o meu, no qual todos tentamos ficar alertas para treinar nossas mentes e perceber como funcionam nossas negatividades. Na verdade, nossas tarefas cotidianas são como que estratégias para atingir esse objetivo.

Assim, ao longo de minha convivência de 7 meses aqui e de algumas leituras em diversas outras áreas, cheguei a 17 sugestões para lidar com a negatividade no trabalho. Todas, obviamente, foram devidamente adaptadas para pessoas que estão fora de monastérios. » Continue lendo

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Editoras de livros ou produtoras de conteúdo?

Safari Books, projeto da editora O\'Reilly

Safari Books, projeto da editora O'Reilly

O que é um livro? Um conjunto de papéis ou as palavras que vêm impressas nele? Aos poucos, estamos deixando de nos importar com isso, à medida entendemos conhecimento como conteúdo. Podemos experimenta-lo de diversas maneiras. Áudio, vídeo, texto de celular, frases curtas, textos complexos e maiores. Tudo pode ser combinado para uma experiência mais completa. Mas sempre dependendo de contextos. Quanto tempo disponível você tem? Onde está? Qual o objetivo de entrar em contato com determinado material? Neste momento, porque no final do dia tudo pode mudar.

Toda essa introdução para falar de um dos serviços mais interessantes que vi surgir no meio editorial recentemente, o Safari Books. O projeto é da O’Reilly, que lança alguns dos mais importantes livros sobre tecnologia do mundo. Trata-se de alguns planos de assinatura. Com US$ 49,99 por mês, o usuário pode acessar centenas de livros do catálogo da O’Reilly, além de cursos em vídeo, rascunhos, tutoriais, capítulos avulsos e prévias, além de ganhar descontos de até 35% nos livros em papel. A versão mais barata (US$ 22,99) libera apenas 10 livros por mês. » Continue lendo

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Quando a distração ajuda na produtividade

Ontem, Linda Stone, do blog O’Reilly Radar, fez uma interessante reflexão sobre distrair-se no ambiente de trabalho. Segundo ela, nem todas as distrações são negativas:

Fiz uma auditoria informal sobre como me comporto quando estou cansada do trabalho. Às vezes, checava e-mails. Às vezes saia para tomar um chá ou andar. Quando fazia atividades quietas, reflexivas e receptivas, sentia-me restaurada. Estava aberta para receber insights e permanecer no momento presente. Assim, quando retomava o projeto no qual estava empacada, sentia uma nova energia. Comecei a chamar esse processo de distração receptiva. Ela é de um tipo que cria espaço mental.

Mas quando vou olhar e-mails, saio da linha. Quer dizer, perco a sequência do que estava fazendo e fico imersa em todo tipo de outras questões. A isso eu chamo de distração delusiva (enganosa). Penso que vou dar apenas uma pausa e responder alguns e-mails e acabo demorando muito para voltar ao meu projeto.

No meu cotidiano, também já percebi isso. Distrair-se na frente do computador não causa sensação de descanso. Pelo contrário, traz um certo sentimento de sobrecarga e perda de tempo.

Mas há algo no texto de Linda Stone que me incomoda. Por que chamar as pausas durante o expediente de distrações? Prefiro chama-las de intervalos táticos. Eles fazem parte do processo criativo. Até para fazer musculação é preciso descansar antes das repetições dos exercícios.

A pausa faz parte da produtividade. Favorece outros processos mentais, além dos conscientes e dito racionais. Assim, algumas empresas já perceberam que pode ser lucrativo criar espaços, métodos e horários de trabalho flexíveis, capazes de incorporar os diversos ritmos corporais e cognitivos dos seus empregados.

Se uma companhia tenta padronizar ao máximo todos os seus funcionários, apenas cria outro problema: ter que lidar com procrastinadores e acomodados. Não acredita? Dê uma olhada nessa matéria da Associated Press. Assistiremos em breve à morte do expediente?

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Quanto custa a sobrecarga de informações?

information overloadSegundo a compahia de pesquisas norte-americana Basex, a sobrecarga de informação já custa cerca de US$ 650 bilhões aos EUA. A informação é do Read Write Web.

Os dados indicam que as tecnologias que criamos para aumentar nossa produtividade (em especial computadores e internet) também deixam os trabalhadores esgotados, ao lidar com cada vez maiores quantidades de informação e interrupções.

A coisa está ficando tão séria que, segundo o New York Times, Microsoft, Intel, Google e IBM estão se unindo para criar um grupo para estudar o problema. » Continue lendo

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Devagar?

As coisas estão indo devagar por aqui por enquanto. Estou no meio de um grande projeto, que ainda vai consumir alguns dias. Então, até lá, vou ter de deixar o PP em segundo plano. Mas já voltamos, com novidades.

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O carro de tecido da BMW e a inspiração

Eu me interesso tanto por carros quanto pelos sistemas migratórios dos lactobacilos vivos (nunca tive nem um Fusca). Mas, neste caso, é preciso prestar atenção: a BMW abandonou boa parte dos conceitos do que significa fazer um automóvel. Construiu um carro em tecido e fibra de carbono. O nome do estranho e flexível objeto é GINA. Só assistindo o vídeo acima para entender como funciona. Mais informações com quem entende do assunto.

Postei a notícia aqui na esperança de que esse tipo de idéias inovadoras e ousadas cause em vocês o mesmo tipo de efeito que causa em mim: uma vontade de buscar outras saídas para problemas cotidianos, experimentar e criar. Ou seja: a inspiração.

Aliás, junho foi um mês bem inspirador, já que teve o lançamento do novo iPhone 3G. Se você teve a oportunidade de assistir à apresentação da Apple, pode ter ficado contaminado com o desejo de mexer nas estruturas dos seus próprios padrões. Quer dizer: rever a maneira pela qual você trabalha e se relaciona com suas tarefas.

Inspiração sempre ajuda a “limpar nossos canais”, obstruídos pela mania de apenas reclamar e reproduzir idéias pré-fabricadas. Ou pelo hábito do “argumentismo” (quando queremos ter razão a qualquer custo e começamos a gastar nossa retórica), da auto-condenação e do tagarelismo mental. Não sei de vocês, mas, às vezes, tudo o que eu preciso é da velha expressão: “e se…?”

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