Procrastinação 1: Hoje só amanhã
A partir de hoje você vai ler uma série de posts sobre procrastinação. A idéia é entender como ela se tornou ao mesmo tempo um problema de saúde pública e um negócio que movimenta milhões de dólares.
O que pode haver em comum entre Marco Antônio enchendo a cara no Império Romano, dois monges budistas tagarelando e um analista de sistemas fuçando no YouTube durante o expediente? Todos estão enrolando, em vez de fazer o que deve ser feito. Afinal, se dizem que a prostituição é a profissão mais antiga da humanidade, a procrastinação é, provavelmente, uma das técnicas mais ancestrais de evitar o trabalho.
A palavra “procrastinação” vem do latim procrastinare, que é a união do prefixo pro (encaminhar) e castinus (amanhã). Ou seja: significa adiar. O Oxford Dictionary registra que ela teria sido publicada em inglês pela primeira vez por volta de 1548. O Brasil mal havia nascido e o termo já estava disseminado pelo mundo. Imagine a prática.
Em Roma, Cicero já criticava Marco Antonio por gastar tempo em festas e deixar seu “emprego” em segundo plano. Dizia: in rebus gerendis tarditas et procastrinatio odiosa est. Algo como: “na conduta de quase todo relacionamento, lerdeza e procrastinação são coisas odiosas”.
Na Ásia, há mais de 2.500 anos, o ex-príncipe Sidarta Gautama, já conhecido como o Buda, criou várias técnicas para evitar que seus alunos monges perdessem o foco e a urgência no treinamento da mente. Entre elas, estava contemplar sistematicamente o fato de que estamos sujeitos a morrer a qualquer momento e pelos motivos mais banais. Assim, perder tempo pode ser fatal.
Já nos dias de hoje, os computadores de boa parte das empresas são controlados por proxys e firewalls, aplicativos que bloqueiam o acesso a determinados sites e ferramentas on-line. Em alguns ambientes de trabalho, até mesmo e-mails pessoais são proibidos e há sistemas de controle de acesso, pelos quais os funcionários do departamento de tecnologia (TI) podem saber exatamente como e quando você usa a internet. Isso se eles não estiverem ocupados respondendo mensagens no Orkut ou MSN, é claro.














Olá, Eduf!
Sou fã do Magaiver desde aquela sua entrevista no Programa do Jô (2006? 2007?). De lá pra cá, a leitura diária do Magaiver, do Eduf Labs e agora do Produtividade pessoal tornaram-se obrigatórias.
Um dos meus grande problemas é a procrastinação. E isso é questão de berço. Não só meu como dos meus pais, tios, primos, primas e agregados.
Por isso, peço gentilmente sua permissão para que eu possa usar seus posts sobre o tema em meus e-mails coletivos para a parentada.
Sei que vivemos na era da web 2.0 e do Creative Commons, mas eu acho que o autor da obra deve ser sempre comunicado.
Abs,
PEF
@Paulo E. Fontana: Obrigado por acompanhar o meu trabalho. Pode usar qualquer coisa publicada aqui à vontade.