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Editoras de livros ou produtoras de conteúdo?

Safari Books, projeto da editora O\'Reilly

Safari Books, projeto da editora O'Reilly

O que é um livro? Um conjunto de papéis ou as palavras que vêm impressas nele? Aos poucos, estamos deixando de nos importar com isso, à medida entendemos conhecimento como conteúdo. Podemos experimenta-lo de diversas maneiras. Áudio, vídeo, texto de celular, frases curtas, textos complexos e maiores. Tudo pode ser combinado para uma experiência mais completa. Mas sempre dependendo de contextos. Quanto tempo disponível você tem? Onde está? Qual o objetivo de entrar em contato com determinado material? Neste momento, porque no final do dia tudo pode mudar.

Toda essa introdução para falar de um dos serviços mais interessantes que vi surgir no meio editorial recentemente, o Safari Books. O projeto é da O’Reilly, que lança alguns dos mais importantes livros sobre tecnologia do mundo. Trata-se de alguns planos de assinatura. Com US$ 49,99 por mês, o usuário pode acessar centenas de livros do catálogo da O’Reilly, além de cursos em vídeo, rascunhos, tutoriais, capítulos avulsos e prévias, além de ganhar descontos de até 35% nos livros em papel. A versão mais barata (US$ 22,99) libera apenas 10 livros por mês. Mais

Quando a distração ajuda na produtividade

Ontem, Linda Stone, do blog O’Reilly Radar, fez uma interessante reflexão sobre distrair-se no ambiente de trabalho. Segundo ela, nem todas as distrações são negativas:

Fiz uma auditoria informal sobre como me comporto quando estou cansada do trabalho. Às vezes, checava e-mails. Às vezes saia para tomar um chá ou andar. Quando fazia atividades quietas, reflexivas e receptivas, sentia-me restaurada. Estava aberta para receber insights e permanecer no momento presente. Assim, quando retomava o projeto no qual estava empacada, sentia uma nova energia. Comecei a chamar esse processo de distração receptiva. Ela é de um tipo que cria espaço mental.

Mas quando vou olhar e-mails, saio da linha. Quer dizer, perco a sequência do que estava fazendo e fico imersa em todo tipo de outras questões. A isso eu chamo de distração delusiva (enganosa). Penso que vou dar apenas uma pausa e responder alguns e-mails e acabo demorando muito para voltar ao meu projeto.

No meu cotidiano, também já percebi isso. Distrair-se na frente do computador não causa sensação de descanso. Pelo contrário, traz um certo sentimento de sobrecarga e perda de tempo.

Mas há algo no texto de Linda Stone que me incomoda. Por que chamar as pausas durante o expediente de distrações? Prefiro chama-las de intervalos táticos. Eles fazem parte do processo criativo. Até para fazer musculação é preciso descansar antes das repetições dos exercícios.

A pausa faz parte da produtividade. Favorece outros processos mentais, além dos conscientes e dito racionais. Assim, algumas empresas já perceberam que pode ser lucrativo criar espaços, métodos e horários de trabalho flexíveis, capazes de incorporar os diversos ritmos corporais e cognitivos dos seus empregados.

Se uma companhia tenta padronizar ao máximo todos os seus funcionários, apenas cria outro problema: ter que lidar com procrastinadores e acomodados. Não acredita? Dê uma olhada nessa matéria da Associated Press. Assistiremos em breve à morte do expediente?